Guerra dos sexos:
As mais fervorosas preladas do bem estar social, as faces vincadas em ostensiva paixão cristã, instruem-nos que as mulheres que apanharam durante anos dos seus amantes ou maridos se tornam prisioneiras de guerra letárgicas, reféns de cérebro lavado sem vontade própria, que devem ser desculpadas por algum acto atroz que tenham cometido, em vez de algo tão simples como fazer a mala e partir. (…)
Um estudo sobre a admissão, em 1999, de mulheres espancadas de classe média na emergência de um hospital de S. Francisco revelou que 70% delas não eram, de facto, financeiramente dependentes dos seus agressores. (…)
Perdoar os homens pelos seus excessos infantis pode ser um princípio de feminilidade.
Camile Paglia
